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23/07/2019

ESSA MISSÃO É NOSSA

Prof. Tales de Sá Cavalcante

O Povo. 23/07/2019 (terça-feira).
tales@fariasbrito.com.br

No celular, temos agenda de contatos e compromissos, fotos, e, secundariamente, até o utilizamos para telefonar. Muitos fazem desse aparelho uma segunda memória. Por isso, nada mais preocupante que a sensação de ficar sem artefato tão importante.

Após perdê-lo, o educador procurou no bolso, na mala de mão e, a praticar lição de sua mãe, realizou o exercício mental de refazer todos os passos. Puxou pela memória, e nada. A seguir Ricardo Semler em seu livro “Virando a Própria Mesa”, estabeleceu: Não perdi o celular, talvez o tenha perdido.

Foi ao balcão da companhia aérea, explicou o ocorrido e ouviu da funcionária: “Nenhum celular encontrado.” No encontro com sua família no aeroporto, passou poucos minutos sem pensar na perda. Queiram alguns contestar ou não, mas é a família o nosso verdadeiro lar.

No caminho para casa, surgiu um insight. Concluiu que a moça havia contatado apenas o restrito serviço de achados e perdidos da companhia aérea, e não o abrangente suporte do aeroporto de origem como um todo. Ele acionou sua secretária, transmitiu-lhe a última esperança, e depressa recebeu o retorno: “A moça do aeroporto de origem quer falar com o senhor para saber as características do aparelho.” Atestou, na prática, a máxima de Aníbal Maia: “Em se tratando de aparelho eletrônico, quem tem só um nada tem.”

Usou o segundo celular para dar os detalhes do smartphone extraviado e, ao lhe perguntarem a principal característica, respondeu: A tela de bloqueio apresenta a moça mais bonita que você já viu em qualquer celular. E ouviu: “Acho que estou com o seu telefone, senhor. Para confirmar, por favor ligue para ele.” A constatação foi imediata com a pronta resposta de quem admirava a foto sorridente da minha filha Hildete. Este articulista era o educador citado.

Tudo aconteceu na noite de uma quarta, e, na manhã da sexta seguinte, estava eu com o meu celular. É mais uma prova de que o Brasil está a mudar. Os serviços públicos de hoje são mais eficientes. Arrepender-se-ão os que estão a abandonar o país, em vez de transformá-lo. Essa missão é dos brasileiros. É nossa.

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